quarta-feira, 30 de março de 2011
Pontapé inicial
Seria esse o começo do processo? Espero que sim...
segunda-feira, 28 de março de 2011
Propaganda nova da Coca Cola
quinta-feira, 24 de março de 2011
Música do dia
Infinita Highway - Engenheiros do Hawaii
Você me faz correr demais os riscos desta highway
Você me faz correr atrás do horizonte desta highway
Ninguém por perto, silêncio no deserto, deserta highway
Estamos sós e nenhum de nós sabe exatamente onde vai parar
Mas não precisamos saber pra onde vamos, nós só precisamos ir
Não queremos ter o que não temos, nós só queremos viver
Sem motivos nem objetivos nós estamos vivos e é tudo
É, sobretudo, a lei dessa infinita highway.
Infinita highway.
Escute garota, o vento canta uma canção
Dessas que uma banda nunca toca sem razão
Então me digam garotas? será a estrada uma prisão?
Eu acho que sim, você finge que não
Mas nem por isto ficaremos parados
Com a cabeça nas nuvens e os pés no chão
Então tudo bem, garota, não adianta mesmo ser livre
Se tanta gente vive sem ter como comer
Estamos sós e nenhum de nós sabe onde vai parar
Estamos vivos sem motivos
Que motivos temos para estar atrás de palavras
Escondidas nas entrelinhas do horizonte desta highway?
Silenciosa highway
Infinita Highway
Eu vejo o horizonte trêmulo
Eu tenho os olhos úmidos
Eu posso estar completamente enganado
Eu posso estar correndo pro lado errado
Mas "a dúvida é o preço da pureza" e é inútil ter certeza
Eu vejo as placas dizendo não corra, não morra, não fume
Eu vejo as placas cortando o horizonte
Elas parecem facas de dois gumes
E a minha vida é tão confusa quanto a América central
Por isso não me acuse de ser irracional
Escute, garota, façamos um trato:
Você desliga o telefone se eu ficar um pé no saco
110, 120, 160 Só pra ver até quando o motor agüenta
Na boca em vez de um beijo, um chiclete de menta
E a sombra de um sorriso que eu deixei
Numa das curvas da highway
Silenciosa highway
Infinita highway
Espero sinceramente que eu esteja ajudando alguém no meio dessa highway... E que a medicina volte a ser mais apaixonante e menos cansativa...
sábado, 19 de março de 2011
Chá de panela
Eu sempre digo que acho muito esquisito alguém próximo a mim casar. Era algo tão distante quando eu ainda era criança e brincava de casar a minha Barbie com o Ken. Era coisa das tias, das quais eu fui daminha. Era algo só pra ver a noiva entrar na igreja. Era coisa de adulto. Sim... Cheguei oficialmente a idade adulta. Ao invés de ir a festas de 15 anos e formaturas, vou a casamentos e chás de panela. Agora trabalho de segunda a sexta e não posso faltar se o dia estiver frio ou se estiver com aquela preguiça que dói. Tem conta no começo, meio e fim do mês. Tem que planejar a vida, tem que pensar realmente no futuro. Passei da idade de sonhar com banda de rock, de namorar o cara descolado, de passar os dias jogando vôlei, de ter férias em julho e em dezembro/janeiro, de gastar o dinheiro dos pais e de morar debaixo das asas deles. Um novo tempo se insinuou a partir do momento em que fiz o juramento de Hipócrates. E confesso que ainda estou assustada e me adaptando a todas as mudanças, à curva acentuada para a esquerda que a minha vida fez.
Mais do que nunca, me assusto com casamentos. E com bebês então? Mari já planeja aumentar a família ano que vem. Perguntei a ela se ela não tem medo. A resposta foi: quando a pessoa certa chegar, você não terá medo. Será? O casamento pra mim ainda é sinônimo de fim de várias possibilidades, de prisão, de vida monótona, de marido chato, de cobranças. Eu já sonhei com o véu e grinalda, com a Ave-Maria de Gounod na porta da igreja, com lua de mel em Fernando de Noronha, com resultado positivo de betaHCG quantitativo. Hoje, confesso que morro de medo de chegar aos 30 e casar com o cara errado.
Mas, o que mais me assusta mesmo são as mudanças rápidas da vida. De repente todo mundo forma,tem número de CRM, casa, tem filhos, família, nome no mercado, viaja de férias pra Europa, paga colégio e o inglês do menino, faz previdência privada. Tem horas que tenho vontade de pedir para o mundo parar que eu quero descer. A vida fluía com mais calma antes...
Mas, parando de reclamar (que já tá ficando chato), insisto em pensar que é só uma fase, que vai passar e que eu ainda vou ficar muito feliz com a vida nova. E continuo desejando toda a felicidade do mundo para Mari e Fernando, que tiveram a coragem de se entregarem a um novo amor, de se apaixonarem de novo, de em menos de um ano chegarem a conclusão de que o destino era ficar juntos, que resolveram encarar um casamento e ter filhos, de acreditar na única instituição que pode melhorar a sociedade, na minha opinião (apesar de todo o meu medo de casamento e filhos): a família. Parabéns ao casal, que agora está em contagem regressiva: 28 de maio! Fico muito feliz de ver os olhos da Mari brilhando quando ela fala da vida de casada e de como ela está feliz e em paz com tudo isso. Isso me enche o coração de alegria e de calor!
Dedico um poeminha do Drummond e homenagem ao casal:
DESEJOS
Desejo a vocês...
Fruto do mato
Cheiro de jardim
Namoro no portão
Domingo sem chuva
Segunda sem mau humor
Sábado com seu amor
Filme do Carlitos
Chope com amigos
Crônica de Rubem Braga
Viver sem inimigos
Filme antigo na TV
Ter uma pessoa especial
E que ela goste de você
Música de Tom com letra de Chico
Frango caipira em pensão do interior
Ouvir uma palavra amável
Ter uma surpresa agradável
Ver a Banda passar
Noite de lua cheia
Rever uma velha amizade
Ter fé em Deus
Não ter que ouvir a palavra não
Nem nunca, nem jamais e adeus.
Rir como criança
Ouvir canto de passarinho.
Sarar de resfriado
Escrever um poema de Amor
Que nunca será rasgado
Formar um par ideal
Tomar banho de cachoeira
Pegar um bronzeado legal
Aprender um nova canção
Esperar alguém na estação
Queijo com goiabada
Pôr-do-Sol na roça
Uma festa
Um violão
Uma seresta
Recordar um amor antigo
Ter um ombro sempre amigo
Bater palmas de alegria
Uma tarde amena
Calçar um velho chinelo
Sentar numa velha poltrona
Tocar violão para alguém
Ouvir a chuva no telhado
Vinho branco
Bolero de Ravel
E muito carinho meu.
sábado, 26 de fevereiro de 2011
Tchau Fábio!
Hoje foi dia de despedida do Fábio. Ele foi embora pra Alemanha, e vai ficar não sei quanto tempo em terrenos europeus. Vai trabalhar na Siemens e realizar o sonho dele, que era de morar por lá. Morro de orgulho! E não é só porque ele é um brasileiro levando o nome do país dele pra fora (mostrando que não somos um bando de macacos e bundas), sendo reconhecido por uma empresa de nível internacional, se destacando em uma multidão de engenheiros eletricistas. Admiro a coragem. Ir embora, sem saber quando vai voltar, pra um lugar a 17 horas de avião do Brasil, deixando pra trás a família, os amigos, uma vida, um amor. Eu já achei difícil morar em São João Del Rei, imagina o Fábio, na Alemanha. Mas, ele é uma pessoa especial. É uma dessas pessoas inteligentes, humildes, perspicazes, de coração bom, sempre com um sorriso no rosto e uma palavra de esperança, de ânimo, de alegria. Tenho sorte de ter um amigo assim! Vou sentir saudades das longas conversas no telefone, das promessas de participar do trekking, do nosso fanatismo pelo Galo e do tanto que a gente ria da Naiara. Mas, como disse pra ele hoje, na porta do portão de embarque, estamos na fase de voar e testar todos os nossos limites. A hora é agora! Desejo a ele toda a felicidade do mundo por lá. Que ele realize os seus sonhos, viva tudo que tem pra viver e volte ainda melhor do que já é (ou continue por lá, né? A vida é cheia de caminhos tortos). Ele merece! Wir sehen uns bald (segundo o tradutor do Google: até breve!).
BH: o meu sertão
Esse final de semana vim pra BH. O objetivo era ver a família, despedir de um amigo que vai passar um tempão na Alemanha, comprar umas coisinhas pro carnaval e recarregar as pilhas. A primeira sensação foi de ansiedade! Passei a sexta pensando na hora de embarcar no ônibus da Sandra, às 19h. Durante a viagem, impaciência. Realmente a estrada que liga São João a BR 040 parece não ter fim! Mil curvas, mil paradas, mil carros. Entre uma cochilada, um pensamento solto, um bocejo e umas olhadas pro céu (estava lindo, todo estrelado!), o tempo passou e cheguei a BH. Achei o BH Shopping a coisa mais linda do mundo! Ver aquelas luzinhas foi um alívio: enfim, em casa! Passar pela Nossa Senhora do Carmo, avistar o Pátio Savassi, ver a Eazy Ice, a Devassa: senti uma brisa de verão, uma energia que pulsava, vieram boas lembranças, saudades. Entrei na área hospitalar, vi o João XXIII, o Ipsemg, a Andradas: bateu uma nostalgia, e um sentimento de esperança. Serraria Souza Pinto, as costas do Parque Municipal e a Praça da Estação: lembranças com carinho do dia 16 de janeiro (Formatura!). E, enfim, rodoviária. O burburinho, a pressa, as carinhas de cansado, os sorrisos, o mau humor dos taxistas: eita como eu sinto falta dessa cidade!!
Belo Horizonte já foi de cidade onde só se trabalha e estuda, a cidade querida onde a vida acontece, mas nunca senti que aqui fosse um lar. Mas, agora morando longe, vejo que o meu sertão é aqui (parafraseando Guimarães Rosa, o sertão é onde o coração está). Realmente me sinto em casa no meio desse tanto de prédios, pessoas com pressa, carros, poluição, barulho, agitação. Morro de saudades da Serra do Curral, da Praça da Liberdade, da Lagoa da Pampulha. Mas, a falta mesmo é dos meus amigos, das histórias que vivi por aqui, da minha família, dos lugares onde convivi, do tempo da faculdade, dos sentimentos que senti, da vida que ficou pra trás.
São João Del Rei ainda é uma incógnita. Ainda não vivi realmente a rotina, ainda não morei completamente sozinha, ainda não descobri a cidade e suas pessoas. Por enquanto é o lugar que eu trabalho, estudo, descanso. Ainda é o lugar perto de Dores, onde a tia Neide e o Geraldo moram. Ainda carrega lembranças que tenho medo de encontrar pela rua. Mas, creio que daqui a pouco vou chamar lá de lar. Fase de adaptação, não é? 2011 promete!
Foto do alto da Serra do Cipó, em 2009